Educação ambiental no ensino de física

A educação ambiental é realizada em todas as áreas do conhecimento, ainda de acordo com a própria lei ambiental, tratada em todas as matérias escolares, uma delas é a física. É incrível como estamos em um nível de conhecimento o qual conciliamos exatas como meio ambiente e sociedade.

Um artigo publicado pela Revista Brasileira de Ensino de Física relacionou o ensino com a produção em larga escala de energia elétrica[1]. Lendo, remeteu-me a um trabalho de campo que realizei com alunos de ensino fundamental numa pequena hidrelétrica. Os alunos presenciaram a combinação de energia magnética do ímã e da energia cinética enquanto viam o giro das turbinas, e a energia elétrica correndo pelos fios de alta tensão.

Numa pequena maquete, a energia se transformava dependendo do seu destino: em nuclear nas usinas, em térmica num simples secador de cabelo, ou ainda em energia luminosa das lâmpadas. Ainda explicava o que era watts e volts, fazendo todo mundo se admirar o quão fácil era de entender.

O legal da educação ambiental é que não para por aí, trabalha-se também os impactos de um pequeno e grande empreendimento de produção de energia: seus prejuízos ambientais e benefícios sociais. Quais as suas vantagens para a sociedade, se compensa pelo estrago ambiental e como ponderar.

É necessário entender que cada vez mais precisa aumentar a produção de energia e verificar quais são as opções mais adequadas para minimizar o desperdício e a degradação ambiental, atendendo maior número de pessoas possível.

Tomando o conhecimento na prática, aos poucos, passamos a entender as fórmulas matemáticas. Como a fórmula da energia potencial de uma queda d’água em uma hidrelétrica; a do aquecimento da água numa termelétrica, ou ainda numa chaleira no fogão de casa; e assim, não mais decoramos.

Problematizando situações que podem acontecer na esfera da produção de energia, a aula ultrapassa a memorização e a automaticidade de resolver questões didáticas para a resolução de questões também cotidianas. O aluno passa a praticar sua participação política sendo cada vez mais capaz e empoderado.

Num trabalho contextualizado, vamos incorporando melhor o conteúdo para a prática, tornando-se, assim, realmente um aprendizado e não só um estudo que logo se esquece sem ter feito sentido para a vida do estudante. Mas de início, é um grande desafio, pode se demonstrar chato, visto que não deixa de ser uma mudança de hábito.

Trocar a cadeira da sala de aula e a passividade de ouvir o professor por um roteiro cheio de questionamentos que cobram raciocínio (muitas vezes sem uma resposta certa) e uma caminhada para verificação do ambiente demanda sair da inércia.

 [1] Artigo: A Temática Ambiental e o Ensino de Física na Escola Média: Algumas Possibilidades de Desenvolver o Tema Produção de Energia Elétrica em Larga Escala em uma Situação de Ensino. Luciano Fernandes Silva e Luiz Marcelo de Carvalho.

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Ellen Garcia

Ellen Garcia

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Bióloga, de Piedade-SP. Graduada pela UNESP, me interesso em meio ambiente de forma geral: animais, plantas, ecologia, cidades sustentáveis, reciclagem, educação ambiental, alimentação saudável, vegetariana e vegana, hortas caseiras, produtos orgânicos e locais, decoração de ambientes, artesanatos, literatura e escrita.

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