Festivais de Música e o problema dos copos descartáveis

Imaginem só: um festival de música para mais de 60 mil pessoas. Se todos os participantes beberem 6 copos de qualquer líquido, teremos um consumo de 360 mil copos descartáveis. Mas infelizmente não é assim que acontece, é ainda pior. Eventos gigantescos, como o Maior Festival de Música Sertaneja do Brasil (Villa Mix Goiânia – e que eu sou fã), que possui a marca no Guinnes Book como o Maior Palco do Mundo, têm setorização open bar. Dessa forma o consumo de copos é ainda maior.

O interessante é que há copos resistentes, maiores, estilizados e, até quem sabe, colecionáveis. Mas esses custam em média R$20,00 cada. Não entendo a lógica da regressão. Enquanto muitos preocupam com a sustentabilidade individual, são ações coletivas que sensibilizam e trazem mudanças.

Outro festival de música, dessa vez eletrônica (Tropical Mind Festival), também ocorrido em Goiânia, deu uma lição a todos os participantes. O evento, desde o princípio, anunciou a venda de copos estilizados com a temática da festa. O interessante, porém, ocorreu no momento do evento em que ao adentrar deparávamos com uma barraca para a aquisição dos vasilhames por R$9,00 e, após o evento, você tinha a opção de devolver o copo e resgatar o mesmo valor ou levá-lo para casa. Brilhante! A quantidade de lixo produzida foi reduzida e quem quis pôde levar alguma recordação do festival de música eletrônica que deixou outra marca registrada. Quem sabe no próximo Villa Mix Goiânia, os organizadores não investem nessa conscientização? Quero poder retransmitir esse texto com vários elogios à mudança de comportamento durante esses grandes eventos.

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