Como e onde descartar os pneus?

Aqui no Brasil são descartados mais de 30 milhões de pneus. Imagine essa quantidade sendo despejada em locais inapropriados? Infelizmente é o que mais acontece. Grande parte desses pneus é descartado em lixões, depósitos, aterros e quintais e oferece riscos à saúde pública e ao meio ambiente. O acúmulo de água neles pode tornar-se foco de criação de mosquito, como o da dengue. Ao meio ambiente fica a poluição. Se queimado, os pneus liberam compostos altamente poluidores e um material oleoso, derivado do petróleo, que pode contaminar lençóis freáticos.

Como no decorrer dos anos muitas práticas de reaproveitamento e reciclagem foram desenvolvidas, os pneus também podem ter uma outra vida, assim como muitos resíduos (alguns inclusive já vimos por aqui como as bitucas de cigarro e os resíduos plásticos que transformam-se em tijolos).

Segundo a nossa legislação, o descarte dos pneus é de responsabilidade dos fabricantes e importadores de pneus novos. Em função disso, foi criada em 2007 a Reciclanip, entidade voltada para coleta e destinação dos pneus no Brasil. A iniciativa é da união dos fabricantes de pneus novos e desde o início do projeto já arrecadou 536 milhões de pneus de passeio.

No site da Reciclanip (http://www.reciclanip.org.br) é possível encontrar todos os pontos de coleta no Brasil, que são administrados pelas Prefeituras Municipais. Os postos recebem pneus do serviço municipal de limpeza pública e de qualquer pessoa que tiver pneu para descartar. Se você tem pneu e precisa jogar fora, é só consultar o posto de coleta da sua cidade!

Cabe a Reciclanip a retirada dos pneus dos postos de coleta e a destinação ambiental adequada.  Atualmente, os pneus reciclados são utilizados como combustível alternativo em fornos de cimenteiras; como sola de calçados; dutos de águas pluviais e diversos artefatos, como tapetes para automóveis, pisos para quadras e para indústrias. Além disso, o que nem todo mundo sabe, é que ele também pode ser utilizado para o asfalto-borracha. Ao asfalto é adicionado pó de borracha vindo da trituração dos pneus usados e o resultado é um asfalto com vida útil maior. O Consórcio Univias, responsável por 992km de estradas no Rio Grande do Sul, utiliza o asfalto-borracha e o sistema Anchieta-Imigrantes tem 88km com esse tipo de asfalto.

Leia também!

Tarsyla Masys

Tarsyla Masys

view all posts

Paulistana, publicitária, pós-graduada em Gestão Cultural, amante da natureza, apaixonada pelo universo literário e em busca de ideias inovadoras que mudem o mundo.

0 Comments CLIQUE E COMENTE →


Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>