10 ideias para educação ambiental das crianças

Atualmente,  a escola está sendo desafiada a assumir compromissos reflexivos quanto a seus propósitos. A educação não pode ser apenas um ensinar de conteúdos sobre o funcionamento da natureza, mas precisa desenvolver o sentido da sua conservação e preservação. Neste sentido, é preciso modificar concepções utilitaristas que atribuem à natureza uma importância meramente econômica, como mercadoria e objeto dos desígnios humanos. Esta concepção de que a natureza não tem valor em si esteve presente nos espaços escolares, nos conteúdos e programas de ensino.  Acrescido a isto, há a fragmentação do conhecimento e a separação do entre o conhecimento produtivo e aquele de natureza lúdica e espiritual. São então desvalorizada as habilidades que integram a arte, a razão lógica indutiva, os desejos e afetividade.  Os espaços de educação da primeira e da segunda infância também foram afetados por esta concepção, tirando da escola o espaço de criatividade, dança, música e de afetividade.
A curiosidade está presente em todas as crianças, e para que a criança mantenha aceso seu encanto pela natureza é necessário que ela tenha ao seu lado um adulto com quem possa partilhar esse sentimento,  redescobrindo os encantos da natureza.
Seguem algumas sugestões que podem ser adaptadas conforme os locais disponíveis em cada região ou as possibilidades financeiras de cada um:
1 – Faça um passeio descomprometido ao ar livre, entre com as crianças no riacho, brinque na chuva, na poça de lama.
2 – Desperte o sentido de observação nas crianças apressadas, lançando desafios de descoberta. Acompanhe os movimentos dos animais em diferentes horários do dia ou com as mudanças da temperatura e das estações.
3 – Proporcione acampamentos noturnos com brincadeiras, caminhadas, jogos e dinâmicas de grupo. Supere o medo da noite e os animais que ali vivem numa expedição noturna. Desperte o sentindo da audição, observe os sons dos animais, pesquise os tipos e o comportamento de animais de hábito noturnos.
4 – Planeje brincadeiras nos espaços naturais, aproximando às crianças o gosto pela aventura, pela descoberta e lançando desafios frente aos perigos.
5 – Oportunize o aprendizado de sobrevivência das pessoas nas áreas verdes, introduzindo noções de cuidados e sentido de precaução quanto aos impactos das interferências humanas.
6 – Junte um grupo para observar os pássaros e identificar os seus recantos.
7 – Observe os tipos de teias e as diferentes aranhas, siga um carreiro de formigas, observe como elas se comunicam, observe o trabalho dos insetos e pássaros polinizadores.
8 – Olhe para a lua nas suas diferentes fases e observe como ela influência no comportamento dos animais e das plantas.
9 – Deitar sobre uma árvore. Olhe para o alto e imagine como você se sentiria se estivesse no lugar dela, observe os insetos e pássaros que a visitam e a habitam, as demais plantas que convivem no seu entorno ou que nela se instalam. Perceba como uma grande  árvore  serve de sustentáculo para uma diversidade de plantas e animais.
10 – Reconte as histórias infantis, desmitificando as idéias de mata como dominada por perigos e bichos ferozes. Aproveite a idade da criança no gosto pelo faz de conta e a provoque para criar os “personagens”  que habitam os ecossistemas visitados.
A curiosidade e a imaginação das crianças podem ser uma forma de você desenvolver um rico mundo de faz de conta.
Como sugestão de literatura infantil observe os contos infantis, como a Turma do Pererê do Ziraldo.
A literatura contribui para a formação de valores,  desperta o interesse das crianças,  facilitando os questionamentos sobre a importância da conservação da natureza e a forma como a mata se constitui pela interação com a flora e fauna.
” Não aprendemos a amar a Terra lendo livros sobre isso, nem livros de ecologia. A experiência própria é o que conta. Plantar e seguir o crescimento de uma árvore ou de uma plantinha, caminhando pelas ruas da cidade ou aventurando – se numa floresta, sentindo o cantar dos pássaros nas manhãs ensolaradas ou não, observando como o vento move as plantas, sentindo a areia quente de nossas praias, olhando para as estrelas numa noite escura. Há muitas formas de encantamento e de emoção frente às maravilhas que a natureza nos reservas. “ (Gadotti, 2000. p. 86).

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