Inovação no Plantio Virtual

No último sábado (21/09), Petrolina, cidade no sertão pernambucano comemorou 118 anos de emancipação política. O Plant.aí, é um empreendimento genuinamente Petrolinense e foi destaque em matéria especial do Jornal do Commercio sobre iniciativas inovadoras na cidade. Veja abaixo a matéria na integra:

Hawston Pedrosa, 32 anos, fez o curso de agronomia e o associou a outra paixão, tecnologia. Dois Prazeres que casaram num projeto inovador efetivado em julho deste ano. Quem foi ao River Shopping de Petrolina, este mês, se deparou com uma novidade: havia um aplicativo que possibilitava o plantio virtual de árvores. Bastava curtir um anúncio, compartilhar no facebook e uma planta estava garantida. O resultado, em 15 dias, foram 1.400 plantios virtuais, 1.100 curtidores e 1.200 mudas de árvores nativas e exóticas distribuídas. Ideia de Hawston, junto com o amigo Eannes Mendonça, para unir os dois desejos.

Inovação no Plantio Virtual
Matéria especial do Jornal do Commercio sobre iniciativas inovadoras


Essa invenção ele deu o nome de Plant.aí – você Curte, nós plantamos, uma empresa que une tecnologia e sustentabilidade. Ela anuncia marcas ou produtos de outras empresas e, ao mesmo tempo, age socioambientalmente, já que o anunciante financia a produção de mudas, que são encaminhadas para instituições públicas e privadas responsáveis por arborizações ou revitalizações de áreas urbanas. “A iniciativa partiu da necessidade de arborizar uma cidade de clima quente, como é Petrolina, engajando pessoas e empresas”, conta o empresário, adiantando que o próximo passo será a transformação do Plant.aí num jogo disponível para download com o qual as pessoas interajam, anunciando e plantando dos seus smartphones.
Como abrir uma empresa com a ousadia do Plant.aí aponta riscos e necessita de um investimento logístico, Hawston inscreveu-se na seleção da Incubadora do Semiárido (ISA), integrada ao Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão), Campus Petrolina. “As empresas precisam ter uma base tecnológica ou social, além de ser inovadoras”, explica a coordenadora do ISA, Maria Lira, informando que, por dois anos, os incubados podem utilizar a estrutura física e ter direito a consultorias e minicursos.


“Aqui é onde eles podem errar”, brinca, lembrando que a incubadora também incentiva alunos egressos do IF Sertão, como Graciete Souza, 23, que abriu a empresa Aprimore, responsável por cursos de capacitação em tecnologia de alimentos.
Antes disso, a faculdade, a Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (FACAPE) havia cedido estrutura física para que o instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP) apoiasse empreendedores com ideias fantásticas, como diz o gerente da Incubadora de Empresas de Base tecnológicas do Vale do São Francisco (Invasf), Alan Lima. Segundo ele, Petrolina demonstrou potencial empreendedor quando iniciou a produção de fruticultura irrigada. “Agora é a vez de novos empreendedorismos”, defende, citando o caso da Otimize, empresa de Thomas Rabelo, 28. “Parceiros da Microsoft, atuamos com treinamentos, consultoria e desenvolvimento de softwares”, explica Thomas, ressaltando que o apoio estrutural e técnico da incubadora, que não tem fins lucrativos, é essencial para que a inovação aconteça.

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